Programa da Abividro ganha adeptos que economizam e ajudam a preservar o ambiente
LAURA DINIZ
Uma economia de pelo menos R$ 1.100,00 por mês e a consciência tranqüila. Esses foram os principais ganhos do empresário Sérgio Kuczynski, dono de um restaurante nos Jardins, após aderir ao programa de coleta seletiva e reciclagem da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro).
"Tentei separar o lixo para reciclar várias vezes, mas nunca dava certo", diz Kuczynski. Há cerca de um ano, ele encontrou uma equipe que se comprometia a levar embora diariamente latas de alumínio, frascos de vidro, papelões e plásticos separados por seus funcionários. Deu certo.
A Prefeitura recolhe até um saco de 100 litros de lixo por residência ou estabelecimento comercial. Os gastos de Kuczynski com a empresa que coletava o excedente variavam de R$ 1.500,00 a R$ 1.800,00 por mês e hoje não passam de R$ 400,00. Ele também vende as latinhas e rateia o dinheiro entre os 90 funcionários. "Foi um jeito de estimular que funcionou."
O consultor em reciclagem da Abividro, Stefan Jacques Davit, explica que a entidade articulou uma rede de cooperativas e empresários da área de reciclagem para retirar e encaminhar o material. O vidro vai para indústrias da Abividro e os demais produtos seguem para empresas do ramo. "No Brasil, reciclamos 45% do que se produz em termos de vidro, o que significa 400 mil toneladas por ano. O projeto Seja um Parceiro 100% é responsável por um terço disso."
Desde 2001, cerca de 8 mil estabelecimentos de várias capitais integram a iniciativa. Os objetivos são, principalmente, estimular a responsabilidade ambiental dos comerciantes e impedir o reúso de embalagens de vidro no mercado paralelo.
Agora, com o know-how consolidado, a associação prepara uma ampla divulgação do projeto e o lançamento do selo 100% Parceiro do Meio Ambiente, para estabelecimentos que fazem coleta seletiva.
A idéia é que os guias de bares, restaurantes e boates identifiquem os certificados. Segundo Kuczynski, esse valor agregado não deixa de ser uma estratégia de marketing. "Mas a consciência e a economia são as coisas mais importantes."
Fonte: Jornal: Estado de São Paulo, data 07/10 , Cidades e Sociedades
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