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Brasil pode gerar até 4GW com usinas que usam resíduos como combustível

outubro 19, 2015 Deixe seu comentário »
Brasil pode gerar até 4GW com usinas que usam resíduos como combustível

Ainda inexistentes no Brasil, as usinas de geração de energia por meio da queima de resíduos sólidos se preparam para estrear no País, segundo reportagem do jornal DCI publicada sexta-feira (16).

A primeira empresa a instalar uma Unidade de Recuperação Energética (URE), com uma usina de produção de energia a partir de resíduos sólidos, deve ser a Foxx Haztec. O projeto será instalado em Barueri, Região Metropolitana de São Paulo, e terá capacidade para tratar 825 toneladas de lixo por dia, com a consequente potência instalada de 20 MW. A comercialização da energia se dará no mercado livre quando a usina ficar pronta, no primeiro semestre de 2018.

A energia gerada pelo empreendimento pode abastecer uma cidade de 80 mil casas, “como a própria Barueri, que passará a ser a primeira a adotar uma solução que contribui para o Ciclo Positivo do Resíduo, que soluciona passivos ambientais, transformando o lixo em energia”,  de acordo com o grupo.

Segundo o DCI, com a instalação da primeira usina o setor espera que outras sigam o movimento.  Sérgio Guerreiro,  presidente do Conselho de Pesquisa em Tecnologia de Geração de Energia a Partir de Resíduos (Congeneres),  afirma que, se o preço do megawatt-hora (MWh) da eletricidade ficar em R$ 350, o retorno sobre o investimento necessário já fica atrativo. Para se ter uma ideia, o valor máximo estipulado para a energia que será comercializada no próximo leilão de reserva ficou em R$ 381 a cada MWh gerado nas usinas solares fotovoltaicas.

As maiores dificuldades do modelo passam pela preferência dos municípios em investir nos aterros, pelos entraves ambientais e pela falta de conhecimento dos gestores públicos, aponta o engenheiro.

Falta, por enquanto, uma legislação específica que facilite a implementação de usinas, analisa o gerente de desenvolvimento de negócios da fabricante de turbinas TGM, Carlos Paletta. “Nem mesmo a edição da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) ajudou a alavancar a tecnologia”, afirma ele.

Com relação ao custo de geração elevado, o gerente lembra que o processo ajuda a resolver o grande problema da destinação dos resíduos. Em muitas cidades, diz ele, esse é um problema ambiental sério e extremamente caro, sendo que o transporte do lixo pode custar até R$ 150 por tonelada.

Fonte: SP4 Comunicação
Imagem: Wikipedia

 

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