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Brasileiros desenvolvem novo biovidro, que reduz risco de falhas em implantes de titânio

Março 16, 2015 Deixe seu comentário »
Brasileiros desenvolvem novo biovidro, que reduz risco de falhas em implantes de titânio

Pesquisadores do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um novo material, o F18, biovidro capaz de reduzir o risco de falhas causadas por infecções bacterianas quando depositado sob a superfície de implantes dentários e ortopédicos feitos de titânio, segundo reportagem da Agência Fapesp publicada no site Info Abril de domingo, 15.

Ao acelerar o processo de ligação dessas próteses metálicas com o tecido ósseo, o biovidro é capaz de controlar inflamações e facilitar a formação de vasos sanguíneos encontrados em determinados organismos vivos, como no ser humano.

Ao serem implantadas, as partículas de biovidro na superfície das próteses de titânio começam a se dissolver e liberam íons importantes para a osseointegração, desaparecendo totalmente após o término dos estágios iniciais do processo.  E, por ser bactericida, o biovidro impede a fixação de bactérias na superfície de implantes, gerando um ambiente livre desses microrganismos.

De acordo com o texto, além da produção do novo material, os pesquisadores também criaram uma técnica pela qual, inicialmente, as partículas do material são dispersadas em géis específicos. Assim, ao serem aquecidas por diferentes métodos, as partículas fluem sem cristalizar e agem em algumas regiões da superfície do implante.

Uma das principais diferenças do novo biovidro em relação ao 45S5 – primeiro biovidro desenvolvido no mundo – e outros vidros bioativos criados depois é que o F18 possui elementos químicos que impedem a sua cristalização, que o tornam capaz de eliminar bactérias. Segundo análises, a formação óssea sobre os implantes recobertos nas primeiras duas semanas é uma vez e meia mais rápida que nos implantes não recobertos.

Desenvolvido no âmbito do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação em Vidros (CeRTEV) e financiados pela FAPESP, o novo material e o processo de deposição dele sob a superfície de implantes já despertam o interesse de empresas do Brasil e do exterior. Agora, os pesquisadores pretendem iniciar ensaios clínicos com humanos e, para isso, já contam com a proposta de financiamento de quatro empresas interessadas na tecnologia.

Fonte: SP4 Comunicação
Foto: Superfície de titânio contendo biovidro/ Clever Ricardo Chinaglia

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