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Demanda por máquinas e equipamentos continua firme

Abril 30, 2012 Deixe seu comentário »

O lançamento de novas unidades residenciais e as boas perspectivas de vendas nas lojas de material de construção estão fazendo os fabricantes de bens de capital trabalharem à plena carga.

As perspectivas para 2006 são positivas, impulsionadas pelos lançamentos imobiliários e reajustes salariais concedidos em 2005 – 72% das negociações obtiveram resultados acima da inflação. “A melhora de renda deve estimular cerâmicas, vidreiras a expandirem os negócios para atender à demanda dos que querem reformar suas casas. Já os novos financiamentos para habitação criam oportunidades para crescimento da nossa demanda”, diz o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Sérgio Magalhães.

Na Betomaq, que trabalha nas duas pontas da construção, atuando nas fundações e no acabamento de imóveis, os negócios estão bons neste início do ano. O pacote de redução de impostos sobre materiais de construção civil pode incentivar ainda mais os negócios. “Todas as nossas máquinas que operam com fundações estão fora da empresa”, diz o diretor da empresa, Klaus Lindenhayn.

Na Montarte, que fabrica elevadores para construções, a demanda é firme neste início de ano. Estima-se que os negócios estejam 20% acima do mesmo período de 2005. A produção de elevadores usados para movimentação de cargas durante as obras está entre 10 a 12 unidades por mês. “Antes, estava em até seis unidades”, diz o diretor Edvaldo Martins. Desde 2004, a empresa trabalha a todo vapor para atender à demanda do setor imobiliário. Cyrella e Matec, duas empresas do setor imobiliário, vêm aumentando a demanda por nossos produtos, afirma Martins.

O real valorizado tem prejudicado as exportações para a América Latina, um dos principais mercados compradores. Para não perder clientes, as empresas mantêm seus contratos. “Mesmo que estejamos empatando na rentabilidade, estamos mantendo para que outros fornecedores não ocupem nosso espaço”, afirma Magalhães, que também é diretor da Enaplic, que fabrica equipamentos para a indústria cerâmica. Cerca de 10% da receita da empresa resultam de exportações. A empresa acertou uma exportação de US$ 2,5 milhões para a Argentina. “Se o câmbio estivesse melhor, a demanda estaria ainda mais aquecida”, afirma.

A movimentação do setor de construção civil também chega a outros segmentos da indústria. Desde 2004, com uma série de incentivos, o setor imobiliário tem aumentado o lançamento de novas unidades residenciais por todo país. Agora muitas dessas unidades começam a ficar prontas, o que faz com que muitas fabricantes de vidro comecem a estimar boas vendas. “Essa é uma das razões que estimulam nossa projeção de crescimento de 4% nesse ano”, afirma o superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Vidro (Abividro ), Lucien Belmonte

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