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Distribuição de gás natural atrai comercializadoras de energia elétrica

setembro 30, 2014 Deixe seu comentário »

As comercializadoras de energia elétrica estão  investindo no ramo da gestão do consumo de gás e, no futuro, investirão nas operações de compra e venda de energético, com a perspectiva de aumento expressivo da oferta de gás natural no Brasil, principalmente na camada pré-sal, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico de segunda-feira, 29. Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2023, a produção de gás natural brasileira deverá aumentar de 62,2 milhões de metros cúbicos diários para 134,31 milhões de metros cúbicos diários em dez anos.

A análise, realizada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indica também que a demanda pelo energético no País aumentará de 82,5 milhões de metros cúbicos diários para 127,7 milhões de metros cúbicos diários, no mesmo período. A demanda saltará de 32,2 milhões de metros cúbicos diários para 54,3 milhões de metros cúbicos diários até 2023, considerando apenas o segmento industrial, principal nicho de mercado para as comercializadoras.

Atenta a esses números, a comercializadora de energia Comerc, criou uma joint- venture com a consultoria Gas Energy para prestar serviços na área de gás natural. A empresa, Comerc Gás (na qual a Comerc tem 60% e a gas Energy, 40%) , negocia contratos para realizar a gestão de consumo de gás de três potenciais grandes clientes, segundo o Valor Econômico.

Essa nova empresa prevê  crescimento de 40% para o mercado industrial de gás natural  nos próximos cinco anos, com a comercialização de mais de 40 milhões de metros cúbicos por dia. A Comerc Gas planeja começar a atuar no mercado livre de compra e venda de gás natural a partir de 2017, quando estiver disponível uma grande oferta do energético proveniente da camada pré-sal.

No entanto, segundo Pedro Franklin, diretor da Comerc Gas, como mais de 90% do gás do pré-sal é associado ao petróleo, esse gás contínuo não servirá para térmicas e precisará ser disponibilizado para o mercado firme. Outra que passou a investir  no setor de gás natural é a Ecom Energia, que  contratou um ex-técnico da Petrobras,  criou uma área de negócios para esse mercado e já fez a gestão de contratos  de consumo de gás de seis indústrias, que somam R$ 300 milhões por ano.

O mercado de gás natural, ao contrário do setor elétrico, ainda está bastante concentrado nas mãos da Petrobras,  que detém  o monopólio de fato da venda do energético.

Fonte: Valor Econômico 

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