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Empresa aposta em garrafa ecológica

Abril 30, 2012 Deixe seu comentário »

“A Adega da Ervideira, no concelho de Évora, assume que as preocupações ambientais são há anos uma das suas “bandeiras” e lançou agora uma pioneira garrafa ecológica para os seus vinhos, com 90 por cento de vidro reciclado.
“É mais uma das inovações que temos em relação ao ambiente e ‘nasce’ agora porque [foi quando] conseguimos a produção da garrafa ‘eco’”, explicou à agência Lusa Duarte Leal da Costa, de 42 anos, director executivo desta empresa familiar, perto da aldeia de Vendinha (Évora).

Perante o olhar, mesmo o mais atento, as diferenças entre a garrafa normal, que até agora “vestia” os vinhos da Ervideira, e a garrafa nova, com o nome técnico de “Bordalesa Eco”, são poucas ou mesmo nenhumas.

Mas, para além do óbvio, estão várias mais-valias, em termos ambientais e de poupança económica, como realça Duarte Leal da Costa, que não tem dúvidas em afirmar que, “dentro de muito pouco tempo”, a garrafa ecológica “será a mais vendida” no país, para as empresas vitivinícolas.

“As garrafas são exactamente iguais. A diferença é que esta [a ‘eco’] é feita por 90 por cento de vidro reciclado e pesa menos seis por cento. Em termos finais, há mais reciclagem nesta garrafa e menos consumo de matéria-prima e de energia na sua produção”, frisa.

No que toca aos vinhos comercializados, que já estão a ser engarrafados na “Bordalesa Eco”, afiança, “o consumidor fica igualmente servido em termos de qualidade”, embora com a noção de que “o nível de poluição é relativamente baixo”.

“Se calhar, nós somos o primeiro parceiro desta garrafa porque sempre tivemos esta busca” ambiental, acentua o director executivo da Ervideira, com 160 hectares de vinha, na herdade perto de Vendinha e numa outra no concelho de Cuba, na sub-região vitivinícola de Vidigueira.

Duarte Leal da Costa, que integra a família detentora da empresa, numa actividade vitivinícola que se perde no tempo, iniciada ainda antes do seu trisavô, assegura que a redução da “pegada” ecológica é uma “forte preocupação” sua desde que passou a tomar conta da Ervideira, em 1988.

“Fomos dos primeiros agricultores a fazer protecção integrada da vinha. Não utilizamos produtos tóxicos ao homem, nem às plantas, aos solos ou às águas subterrâneas, pelo que, no máximo de 15 dias, todo o produto que usamos tem degradação completa”, conta.

Todo o material que sai da adega, que começou a funcionar em 2002, e não é utilizado, segue para outros aproveitamentos, como os bagaços da uva, vendidos para usar na destilação e como matéria orgânica, ou o engaço (o pé da uva), que é reaplicado nas vinhas da empresa como matéria orgânica.

“As caixas [dos vinhos] são de cartão reciclado e a adega tem uma ETA (estação de tratamento de água), para tratar todas as águas que utilizamos. À saída da adega, temos ainda uma ETAR, que volta a tratar as águas utilizadas e as conduz para uma charca, onde depois servem para a rega das vinhas”, diz.

“Sem dúvida que a Ervideira tem sido pioneira” em matéria ambiental, insiste, justificando que o objectivo é que as propriedades, que “têm história na família”, possam ser deixadas às gerações vindouras, se possível, num estado ainda “melhor” do que o actual.

“Agora foi a garrafa, proximamente vai haver mais novidades. A Ervideira continua sempre a produzir um produto agrícola, porque somos agricultores, mas este chega ao mercado” com a preocupação de “de não deixar rasto de destruição para trás”, insistiu Duarte Leal da Costa.

(Rita Ranhola e Sérgio Major, da Agência Lusa)” – Noticia Destak 05.09

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