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Etiqueta sustentável para edificações

Abril 30, 2012 Deixe seu comentário »

A economia de recursos naturais, principal pilar da sustentabilidade, ganha reforço com o lançamento da Etiqueta Nacional de Eficiência Energética em Edificações, elaborada pela Eletrobrás (Centrais Elétricas Brasileiras) por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel) e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Embora ainda não obrigatória, a certificação caminha para o exemplo dado pelos selos de eficiência energética dos eletrodomésticos – ou seja, um diferencial na escolha do consumidor.

A certificação pode ser encarada também como um diferencial competitivo, já que a economia de recursos naturais impacta no preço final do que é produzido pelo setor. Para receber a etiqueta, o empreendimento será avaliado em três níveis de eficiência: envoltória, sistema de iluminação e sistema de condicionamento de ar. Desta forma, diminui-se o ganho de calor pela envoltória do edifício e aproveita-se melhor a iluminação e a ventilação naturais, o que ajuda a reduzir o consumo de energia elétrica.

Segundo a Eletrobrás, assim como as etiquetas dos eletrodomésticos, os projetos dos edifícios receberão etiquetas de eficiência energética de acordo com o consumo de energia. Inicialmente a etiquetação será voluntária, mas a ideia é tornar essa prática obrigatória. Os prédios serão classificados de ‘A’ a ‘E’, sendo ‘A’ o mais eficiente. Atualmente, já existe a regulamentação para os edifícios comerciais de metragem superior a 500 m².

De acordo com a Eletrobrás, é possível chegar a uma economia de 30% em eletricidade por meio da arquitetura bioclimática em edificações já existentes. Neste caso, é necessária a readequação e modernização do empreendimento. Para os mais novos, o percentual pode chegar a 50%. No caso brasileiro, cerca de 45% do consumo de energia nas edificações residenciais, comerciais e públicas advém da iluminação e climatização artificial de ambientes.

As empresas interessadas em obter a certificação devem entrar em contato com os laboratórios credenciados pelo Inmetro, que recomenda às empresas fazerem tal solicitação ainda na fase de projeto. Cabe ao Instituto analisar o empreendimento e realizar inspeção que aponte se os sistemas adotados estão de acordo com o que foi previamente apresentado.

A etiqueta tem validade de cinco anos e, ao fim desse prazo, uma nova fiscalização acontece.

Mais informações sobre a etiquetagem no site do Procel: www.procelinfo.com.br

Texto: Karla Soares

Fonte: Revista Construção e Negócio Ed 25.

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