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Famílias e comércio consomem 46,78% da energia do país

outubro 22, 2014 Deixe seu comentário »
Famílias e comércio consomem 46,78% da energia do país

Em 2010, a fatia do consumo residencial e do comercial correspondia a 42,43% do total

O consumo de energia no Brasil cresce sistematicamente em razão de gastos residenciais e do comércio, que, somados, superam o consumo industrial, em queda livre desde 2010, segundo reportagem do jornal O Globo desta quarta-feira, 22.

De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em agosto, a participação das residências e do comércio na carga total do país era de 46,78%, enquanto a fatia da indústria correspondia a 37,77%. O resultado contrasta com o de 2010, quando a fatia do consumo residencial e do comercial correspondia a 42,43% do total, inferior à parcela da indústria, que respondia por 43,18% do consumo.

O consumo residencial foi impulsionado por estímulos do governo, de acordo com O Globo. Sua fatia do consumo total do país passou de 25,79% em 2010 para 27,95% em agosto deste ano.

No mesmo período, o consumo do comércio avançou de 16,97% para 18,83%, estimulado pelo aumento de vendas.

Os ganhos de renda e o maior acesso a eletrodomésticos, combinados com recordes de calor, contribuíram para elevar o consumo de energia no caso das famílias.

O governo também contribuiu para essa mudança ao editar a Medida Provisória 579, de 2012, que reduziu em 20% as contas de luz residenciais a partir do início de 2013, diz a reportagem. Segundo especialistas, com a queda nos preços da tarifa e a falta de campanhas institucionais de estímulo ao consumo consciente, os consumidores não perceberam que há um cenário de estresse na geração de energia no país, exigindo a força total das usinas térmicas, mais caras e mais poluentes.

De acordo com O Globo, os especialistas ainda afirmam que o adiamento da adoção das bandeiras tarifárias (que repassarão aos consumidores custos extras da geração de energia, em períodos adversos, como o cenário atual) de janeiro de 2014 para janeiro de 2015 também estimulam a expansão do consumo residencial e comercial neste ano de crise.

A queda de participação do consumo de energia na indústria refletiu não apenas a estagnação do setor produtivo nos últimos anos, mas a adoção de medidas de controle de custos e busca de alternativas, como resposta à alta do preço, de acordo com os especialistas.

Fonte: SP4 Comunicação
Foto: Reprodução Internet

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