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O caminho da energia solar no Brasil

setembro 30, 2014 Deixe seu comentário »

A maior usina solar do Brasil está localizada  às margens da BR-101, numa área de 100 mil m2, que  já foi usada para armazenar resíduos de carvão. Foi desenvolvida pela geradora de energia Tractebel, em parceria com outras 12 empresas, na cidade de Tubarão (SC) e tem capacidade instalada de 3MW, o suficiente para abastecer 2,5 mil residências, segundo a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo de segunda-feira, 29.

A usina entrou em operação em agosto e prova que o Brasil ainda está engatinhando, já que o maior complexo do mundo, localizado na Califórnia (EUA), tem capacidade cem vezes superior que a usina de Tubarão.  No entanto, o que mais se tem ouvido dizer nos últimos meses é que ‘chegou a hora’ da energia solar no Brasil. A crise que reduziu investimentos na Europa e nos EUA nos últimos anos e os preços recordes da energia no País contribuíram para esse clima de ‘agora vai’ e fizeram com que grandes empresas, de fora e daqui,  começassem a olhar esse mercado com outros olhos.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a chinesa Yingli Green Energy, maior fabricante de painéis voltaicos do mundo,  começou a sondar o mercado brasileiro em 2012 e abriu um escritório em São Paulo em 2013.  Já a WEG, de Jaraguá do Sul, criou um centro de pesquisa na Alemanha ano passado para estudar tecnologias voltadas para a energia solar e também já fornece produtos para usinas desse tipo no Brasil: a da Tractebel é uma delas.

A fabricante brasileira também atuou no lançamento da usina de Fernando de Noronha, inaugurada pela Neoenergia em julho,  com capacidade para abastecer 4% do consumo da ilha. Em junho, a Eletrosul, em Florianópolis, começou a gerar energia voltaica, com placas instaladas na cobertura do estacionamento e na sede da empresa. Em agosto de 2015, deve entrar em operação no semiárido baiano uma usina solar da brasileira Renova, maior que a de Tubarão: terá capacidade de 4,8MW.

Em 31 de outubro, segundo a reportagem do Estado de S.Paulo,  será realizado um leilão em que o governo vai comprar exclusivamente energia solar. Será o primeiro do tipo no Brasil e terá papel fundamental para que as empresas do setor definam seus investimentos daqui em diante.

Fonte: O Estado de SP

 

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